Para o meu pai

4 08 2009

Um dia fui conversar com meu pai, que se diz católico, e indaguei a ele sobre Maria e os demais “santos” católicos. A resposta de meu pai me incomodou muito, mas eu a deixei de lado e esqueci o assunto até, recentemente, quando meu Senhor, Jesus Cristo, colocou em meu coração que eu escrevesse uma carta a meu pai, como a tornasse pública pela internet.
Nunca conversei com um padre sobre tais colocações feitas por meu pai, mas lendo tanto a ‘Ave Maria’ quanto a ‘Mense Maio’ vejo: que é prestado uma homenagem aos ‘santos’, Maria; e que existe um dogma e tradição instituído que corrobora a prática. Com relação a não ser errado fazer imagens de ‘santos’, basta ir a uma Igreja Católica e observar a decoração.

A resposta que meu pai me deu, em síntese, dizia três coisas:
1) Que não era errado prestar homenagem aos ‘santos’, que isso era apenas uma demonstração de respeito.
2) Que o representar imagens pintadas ou em esculturas é apenas uma forma de enfeite e que não há nenhuma idolatraia por detrás do ato.
3) Defendeu que, apesar de não estar escrito na Bíblia, as posições em relação a Maria – de que ela não teria morrido sendo levada para junto do Senhor em vida, de que ela pode interceder junto a Jesus pelos pecadores, etc – são devido aos dogmas e tradições católicas, instituídas pelos Papas.
Segue abaixo a ‘Ave Maria’ e o trecho inicial do ‘Mense Maio”:

“Ave Maria
Ave Maria cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora da nossa morte.
Amém.”

Gostaria de destacar três pontos importantes neste texto:

1) É uma oração, um clamor, e a frase: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós. (…)”deixa isso claro.
2) Esse clamor, como um todo, atribuiu a Maria três características:
a. Capacidade de ouvir o clamor das diversas pessoas;
b. Capacidade de entender esse clamor dentre tantos simultâneos;
c. Poder de mediar ou advogar em favor dos pecadores.
3) E por fim, atribui a Maria a maternidade de Deus.

“Mense Maio”
“Ao aproximar-se o mês de Maio, consagrado a Maria Santíssima pela piedade dos fiéis, o nosso espírito exulta ao pensar no espetáculo comovente de fé e de amor que, dentro em breve, será oferecido em todas as partes da terra em honra da Rainha do céu. Na verdade, é um mês em que, nos templos e entre as paredes domésticas, sobe dos corações dos cristãos até Maria a homenagem mais ardente e afetuosa da prece e da veneração. E é também o mês em que mais copiosos e mais abundantes descem até nós, do seu trono, os dons da misericórdia divina.” (Carta Encíclica MENSE MAIO do sumo pontífice Paulo VI por ocasião do mês de maio retirada do sito: http://www.anunciai.com.br/index.php?option=com_content&bire=styivlr&id=561:mense-maio-mes-de-maio&catid=45:enciclicas&ltemid=62).

Desse trecho da Carta Encíclica Mense Maio quero também destacar três pontos:
1) O pontífice deixa claro que há uma veneração e que são feitas ofertas em homenagem a Maria.
2) O texto atribui a Maria três características:
a. Capacidade de ouvir o clamor das diversas pessoas;
b. Capacidade de entender esse clamor dentre tantos simultâneos;
c. Poder de derramar sobre os fiéis os dons da misericórdia divina.
3) A Carta Encíclica se refere a Maria como a “Rainha do céu”.

Grifando esses pontos, agora vamos considerar e identificar a adoração à luz da Bíblia, Sagrada Escrituras:

IMAGENS E ADORAÇÃO

“Então do resto (do cedro) faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se, e lhe dirige a sua oração, dizendo: Livra-me, porque tu és o meu deus.” (Isaías 44:17).

Há, como mostra esse versículo do profeta Isaías, uma relação de reverência, veneração e submissão feita pelo homem à imagem. Além disso, para esta imagem é direcionada uma oração. Embora Isaías não tenha escrito no trecho adoração, no versículo 19 ele vai especificar que essa atitude é abominável.
Aconteceu, faz alguns anos, que um bispo da Igreja Universal chutou uma imagem de Maria em rede nacional de televisão. Esse ato gerou uma série de manifestações de repúdio e diversas críticas a Igreja Universal, póis ele foi ofensivo a diversos católicos. Mas porque tal ato foi tão ofensivo aos católicos? Se fosse apenas um enfeite não haveria comoção, mas a revolta e inflamação das pessoas mostra que aquela imagem significa mais do que uma escultura de barro. Há um respeito por ela, mesmo que não a imagem em si, mas pelo que ela representa. Não é isso uma forma de adoração?
Mas ainda que não se considere a preocupação exarcebada com a imagem como adoração, vejamos como Deus pede para ser adorado:

“Ora o SENHOR tinha feito aliança com eles, e lhes ordenara, dizendo: Não temereis a outros deuses, nem vos prostrareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrifícios; mas ao SENHOR, que vos fez subir da terra do Egito com grande poder e com braço estendido, a ele temereis e a ele vos prostrareis, e a ele oferecereis sacrifícios.” (2 Reis 17:35-36)

Deus identifica que deveriam temer, se prostrar e oferecer sacrifícios a Ele. Então oferecer sacrifício é uma ato de adoração. E Deus também diz claramente que é ofensa, dentre outras várias, servir e oferecer sacrifícios a outros deuses. Mas o que é um sacrifício?

“Para que, pois, me vem o incenso de Sabá e a melhor cana aromática de terras longínquas? Os vossos holocaustos não me são aprazíveis, e os vossos sacrifícios não me agradam.” (Jeremias 7:20)
e
“E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte.” (Levítico 7:16)

Tanto no versículo de Jeremias quanto no de Levítico, podemos perceber que ao se fazer uma oferta, no primeiro caso, incenso e cana aromática, faz-se um sacrifício ou holocausto. Dessa forma pode-se conccluir que oferecer rosas, queimar velas ou incenso, oferecer comida ou qualquer outro tipo de oferta a outro deus ou a um ídolo, desagrada a Deus.

“E ele os tomou das suas mão, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terrra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao SENHOR.” (Êxodo 35:4-5).

Deus abomina até mesmo representações dEle, conforme escrito em Êxodo. O bezerro de ouro é feito para representá-lO e Deus condenou a atitude conforme pode ser verificado nos versículos 7 e 8.

“Então disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, e depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.” (Êxodo 35:7-8)

O que é a imagem de Jesus Cristo em um madeiro senão uma representação de Deus? Assim como o bezerro de outro não seria também uma corrupção? Se Deus condenou uma representação de Si mesmo, não é, então, uma ofensa muito maior a representação de Maria ou de qualquer outro “santo”?
Mas eis que há a argumentação de que a “Nossa Senhora” e os “santos” não são deuses. Realmente não o são, mas se oferecer sacrifício, oração e prostração, que são formas de adoração, não se tornam eles como deuses? Não é creditada a “Rainha do céu” o poder de fazer descer de seu trono os “dons da misericórdia divina”, conforme as palavras do Papa Paulo IV?
Apenas um esclarecimento, os outros deuses, na verdade, são demônios. Anjos caídos, servos de Satanás.

“Com deuses estranhos o provocaram a zelos; com abominações o irritaram. Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conhceram, novos deuses que vieram há pouco, aos quais não temeram vossos pais.” (Deuteronômio 32:16,17)

Mas ainda assim, consideremos que uma coisa não se relacione a outra. Que o fato de haver adoração à “Nossa Senhora” e aos “santos” não seja a mesma coisa que adorar a falsos deuses. O que “São” Pedro diria em relação a ser adorado?

“E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” (Atos dos Apóstolos 10:25,26)

Ora, se Pedro em vida não aceitou adoração, porque haveria de aceitá-la em morte? Mas para não se pensar que isso é modéstia e humildade de Pedro, peguemos o exemplo de Paulo e Barnabé ao serem condundidos com deuses:

“E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles;” (Atos dos Apóstolos 14:15).

Há uma constante, pois os três se identificaram como sendo homens, e no versículo referente a Pauylo, este ainda explica que temos os mesmos sentimentos, não somos diferentes eu, você, Paulo, Pedro, Barnabé, João ou Maria. Sim, Maria, pois como está escrito:

“E, falando ele ainda à multidão, eis que estaam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe: E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos: Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe.”  (Mateus 12:46-50)

Jesus aqui deixa claro uma coisa, Maria não é diferente de nenhum outro servo de Deus. Todos são iguais perante SEus olhos. Todos são Seus irmãos, irmãs e mães. Mas e com relação aos anjos? E “São” Miguel? A resposta vem da boca de um anjo:

“E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” (Apocalipse 22:8-9)

Não só o anjo esclareceu que eles (os anjos) são conservos nossos – quer dizer, servos assim como nós – quanto especifica que a adoração é apenas para Deus.
Até aqui podemos perceber que a adoração, tanto de falsos deuses, como para “santos” (imagens, homens, etc.) é uma abominação diante dos olhos de Deus e desagrada a Ele. Que confeccionar uma imagem para adorar, ainda que seja para representá-lo, é uma ofensa.

A RAINHA DO CÉU
A Onipotência e a Onisciência são características divinas. Nenhum ser humano conseguiria ouvir as preces de outro não estando no mesmo lugar ou usando algum meio de comunicação e que nãoi tenha sido feita em voz alta, quanto mais ouvir a prece de diversos fiéis ao redor do mundo feitas ao mesmo tempo em línguas diferentes. Se nós não conseguiríamos, o que daria a Maria essa capacidade? Mas vamos considerar que no ato de orar rogando a Maria intercessão não seja atribuir Oniciência nem Onipotência a ela, vamos nos ater apenas ao papel de ‘mediadora’ que lhe está sendo concedido nesse documento.

“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” (1 Timóteo 2.5)

Se só há um Mediador entre Deus e os homens, Jesus, como então rogar qualquer coisa a Maria faria diferença?
Nunca foi proposto na Bíblia a relação homem – “Nossa Senhora” – Jesus – Deus. Muito pelo contrário, a proposta é homem – Jesus – Deus.
Seria então por ser Maria “Mãe de Deus”? Mas Maria não é “Mãe de Deus”. O argumento usado baseia-se nos versículos 41 a 43 do Evangelho de Lucas capítulo 1:

“E aconteceu que , ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cehia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. E de onde me provém isto a mim que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?”

Em cima desses versículos imagino devem ter sido feita a seguinte análise:
“(…) a mãe do meu Senhor?”
Quem é a mãe? Maria.
Quem é o Senhor de Isabel? Jesus.
O que Jesus é? Senhor.
Quem é o Senhor? Deus.
Donde, Maria, é mãe de Deus.

É uma estrutura lógica, porém falha. Ela não leva em consideração algumas questões. Jesus é o Verbo de Deus, conforme está escrito:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:1-3).

e

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cehio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como unigênico to Pai.” (João 1:14).

O Verbo, que é Deus, é a origem de tudo. Sem o Verbo não haveria Maria. Como pode então Maria ser mãe de quem que a criou? Da mesma maneira como pode, pois, Deus ser “filho de Davi”? O Senhor não pode ser filho de Davi, mas Jesus é chamado de filho de Davi. Sobre isso Jesus propõe essa questão:

“E, falando Jesus, dizia, ensinando no templo: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi? O próprio Davi disse pelo Espírito Santo: O Senhor disse ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por escabelho dos teus pés. Pois, se Davi mesmo lhe chama Senhor, como é logo seu filho? E a grande multidão o ouvia de boa vontade.” (Marcos 12:35-37)

E nas Escrituras temos a resposta por João e Paulo:

“Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi, e de Belém, da aldeia de onde era Davi?” (João 7:42).

e

“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus. Qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendÊncia de Davi segunda a carne, declardo Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor, …” (Romanos 1:1-04).

Jesus é Deus e é Senhor, e Ele poderia ter vindo ao mundo já adulto, mas não o fez, pois precisava nascer como homem. Porque Ele é a Verdade e para que as Escrituras se cumprissem, e da casa de Davi viesse o Messias, e houvesse o sacrifício para que nossos pecados fossem lavados, o Cordeiro de Deus, o VErbo, teve de se fazer carne, nascendo da descendência de Davi. A pessoa escolhida para gerar a carne do Verbo, foi Maria, mas isso não a torna “Mãe de Deus”, apanas mãe da carne. Igualmente por ser a carne descendência de Davi, garante a Jesus o ser filho de Davi, mesmo Deus não sendo descendente de Davi.
Outro ponto importante é que em Mateus 12:46-50, como vimos anteriormente, Jesus iguala Maria a todos aqueles que fazem a vontade do Pai. E assim como Maria é mão apenas da carne de Jesus, Deus é o nosso Pai em espírito, porque só em espírito podemos ser filhos de Deus, uma vez que nossa carne é corrupta e pecaminosa, e Deus é Santo, quer dizer, separado do pecado.

“E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.” (1 Coríntios 15:50).

Com relação ao título de “Nossa Senhora”, o que torna Maria senhora de alguém? Com que direito é Maria elevada ao título de senhora? Não é Deus o único Senhor? Nas palavras de Jesus:

“E Jesus respondeu-lhe:O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.” (Marcos 12:29).

Se Maria não é senhora, porque haveria de ser “Rainha do céu”? Mas as Escrituras falam dela, conforme se verifica em Jeremias:

“Quanto à palavra que nos anunciaste em nome do SENHOR, não obedeceremos a ti; mas certamente cumpriremos toda a palavra que saiu da nossa boca, queimando incenso à rainha dos céus, e oferecendo-lhe libações, como nós e nossos pais, nossos príncipes, temos feito, nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém; e então tínhamos fartura de pão, e andávamos alegres, e não víamos mal algum. Mas desde que cessamos de queimar incenso à rainha dos céus, e de lhe oferecer libações, tivemos falta de tudo, e fomos consumidos pela espada e pela fome. E quando nós queimávamos incenso à rainha dos céus, e lhe oferecíamos libações, acaso lhe fizemos bolos, para a aadorar, e oferecemos-lhe libações sem nossos maridos?”Então disse Jeremias a todo o povo, aos homens e às mulheres, e a todo o povo que lhe havia dado esta resposta, dizendo: Porventura não se lembrou o SENHOR, e não lhe veio ao coração o incenso que queimastes nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, vós e vossos pais, vossos reis e vossos príncipes, como também o povo da terra? De maneira que o SENHOR não podia por mais tempo sofrer a maldade das vossas ações, as abominações que cometestes; por isso se tornou a vossa terrra em desolação, e em espanto, e em maldição, sem habitantes, como hoje se vê. Porque queimastes incenso, e porque pecases contra o SENHOR, e não obedecestes à voz do SENHOR, e na sua lei, e nos seus testemunhos não andastes, por isso vos sucedeu este mal, como se vê neste dia.” (Jeremias 44:16-23).

Até aqui vomos também que, segundo a Bíblia, Maria não é mediadora, não é “Mãe de Deus”, não é senhora e por conseguinte, não é “rainha do céu”. Então o que a torna tal? Dogma? Tradição? Doutrina?

TRADIÇÃO

A tradição, os dogmas e as doutrinas são argumentos as vezes utilizados para justificar comportamentos desviantes e normalmente baseados em convenções. Mas a respeito da tradição as Escrituras adverte:

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;” (Colossenses 2:8)

E nas palavras de Jesus:

“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá.” (Mateus 15:3-4).

Jesus está falando do mandamento “Honra a teu pai e tua mãe”, mas o que foi dito vale para qualquer outro mandamento. Então, tradição não é desculpa para desobediência, assim sendo qual a razão da quebra desses mandamentos pelos católicos?

“Não terás outros deuses diante de mim.Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.” (Êxodo 20:3-6).

O Mandamento é claro. Não terás outros deuses diante do Senhor, que é o único e verdadeiro Deus, Não vai fazer imagem ou semelhança de nada que exista enm no céu, nem na terra, nem em baixo da terra. E também não vai se encurvar, nem servir, nem a imagem nem ao que ela representa.
Já vimos anteriormente que oferecer sacrifícios, veneração, preces, prostração, sacrifícios, são formas de adoração. Essa adoração eleva os “santos” e a “Nossa Senhora” a título de divindade o que fere explicitamente os mandamentos acima citados.
Fazer imagem ou semelhança, não importa se por enfeite ou para adoração, se de Deus ou dos “santos”, também é abominável ao Senhor segundo os mandamentos acima citados.
Tais atos são, segundo a Bíblia, claramente, quebras de mandamentos dados pelo próprio Deus, qual é a justificativa para se praticá-los? A palavra de um homem? De um Papa? O que vale mais, a palavra do homem ou de Deus?

“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” (Números 23:19).

O Papa é homem, e como homem ele peca, como homem ele erra. O Papa não é perfeito, assim como Maria também não o foi. E não sou eu quem digo, mas as Escrituras:

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Romanos 3:23).

Todos, significa todos, não há exceção. Paulo pecou, Pedro pecou, João pecou, Maria pecou, os Papas pecaram. Não há homem perfeito, porque se houvesse homem perfeito não haveria necessidade do sacrifício de Cristo, e a Palavra de Deus seria mentira, mas Deus não mente e portanto sua Palavra é a Verdade.
Mas como identificar se a tradição está ligada a filosofias e vãs sutilezas e não segundo a Cristo?

“E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia/ e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.”Ora, estes foram mais novres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (Atos dos Apóstolos 17:10-11).

A única forma de saber se a doutrina vem ou não de Cristo é verificando o que foi dito na Bíblia. Se pode ser confirmado nas Escrituras então está correto, se não pdoe, é vã sutileza.
Então o culto aos “santos” e a “Nossa Senhora” não tem escrito na Bíblia, mas sim o contrário. E a questão de Maria ter sido ou não arrebatada em vida? A Bíblia só menciona duas pessoas que não viram a morte, Enoque e Elias.

“E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.” (Gênesis 5:24).

“Pela fé Enoque fois trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladra; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.” (Hebreus 11:5).

“E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro: e Elias subiu ao céu num redemoinho.” (2 Reis 2:11).

Se Maria não foi levada em vida então ela morreu, assim como todos os demais “santos”  e/ou homens. Se eles morreram levanta-se uma outra questão: o clamor é levado a mortos. A Bíblia também é clara em sua posição com relação a falar com mortos ou consultá-los.:

“Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti.” (Deuteronômio 18:10-12)

Farei um adendo aqui, com relação ao Espiritismo: o espírita acredita que Jesus foi um espírito iluminado, acreditam em reincarnação do espírito e na sua constante evolução. Alan Kardek inclusive fez uma releitura do Evangelho segundo sua própria ótica. Mas nada do que Alan Kardek disse é confirmado na Bíblia, mas tudo que a Bíblia fala se cumpre. E como está escrito:

“Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram? Porventura não consultará o povo o seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos? A lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.” (Isaías 8:19-20)

Assim, podemos também concluir que falar com mortos, advinhações ou qualquer tipo de feitiçaria é abominação aos olhos do Senhor. E a tradição não serve como justificativa ao erro.

O CAMINHO

“Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:5-6).

E eu sei que é verdade que na Casa do Pai existem várias moradas, mas para se chegar lá há apenas um caminho. E esse caminho não está em Maria, nem ela pode mostrá-lo, nem ela pode guiá-lo. Não está em nenhum dos “santos”, nem eles podem guiá-lo. O caminho também não é o Papa, não é Alan Kardek. O caminho não pode ser mostrado pelo “espírito” de um morto.

Não há reencarnação, não há evolução do espírito. Não há duas verdades. Há um só Deus, um só Salvador, um só Senhor, um só caminho, uma só verdade, que é Cristo Jesus. Há uma só vida para se fazer a escolha certa, e ao final da vida, se for feita a escolha errada, não tem volta. Não existe indulgência, não existe clamor, não existe penitência, nem mesmo purgatório. Assim diz a Palavra do Senhor:

“Não erreis?: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os madizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” (1 Coríntios 6:10).

e

“Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.” (Apocalipse 21:8).

Se as Escrituras parecem levar para um caminho de fanatismo e preconceito, é por causa das nossas transgressões. Elas ensurdecem nossos ouvidos e endurece nossos corações. E abrem porta para que o Maligno e seus servos sussurrem toda sorte de mentiras a nossos ouvidos para nos cegarem, ensudercerem e endurecerem ainda mais, e assim que cada vez mais nos afastarmos de Jesus.

“Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, ma ele me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. Vos tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi himicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é prórpio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” (João 8:42-44)

Satanás não quer ser destruído sozinho, ele quer levar as pessoas com ele. Ele é o ladrão, ele quer roubar de Deus o nosso espírito. Jesus disse:

“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” (João 10:10)

Se for necessárua uma confirmação de que a Bíblia se cumpre, veja a vinda de Cristo e seu sacrifício:

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si: e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidasdes; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:4-5)

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenão que há em Cristo Jesus.” (Romanos 3: 23-24).

Não há amor maior que o amor de Deus.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

Há um ditado que diz que para aquele que crê nenhuma explicação é necessária, para o que não crê, nenhuma é possível. Mas eu acredito que meu Deus é poderoso e pode dar entendimento e prova da Sua existência a todo aquele que pedir. Por isso não creia no que eu escrevi, mas verifique na Bíblia o que foi dito, e peça ao Pai em o Nome de Jesus que Ele te mostre o caminho e assim, eu creio, que Ele o fará. Pois Jesus disse:

“E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.” (João 14:13)

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravihhoso, Conselheiro, deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

“Que, sendo em forma de deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:6-11)

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Romanos 11:36)

Que Deus o abençoe e que a Paz de Jesus seja contigo.

te amo pai,

A.P.